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O mito do Ovo e colesterol

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O ovo de galinha contém 210mg de colesterol.

A sociedade americana de cardiologia recomenda uma ingestão diária de , no máximo, 300mg de colesterol. Sendo assim, o ovo se tornou um grande vilão quando o assunto é dieta para cardiopatas. No entanto, a associação de consumo de ovo e aumento do risco de infarto ainda não está definida.

Em Janeiro de 2013, foi publicado uma grande metanálise com objetivo de avaliar a associação entre o consumo de ovo e o risco cardiovascular  e AVC .

Milhares de pacientes foram acompanhados por 10 a 20 anos, e foi avaliado o risco destas pessoas desenvolverem eventos coronarianos ou AVC.

Não houve associação  entre o consumo de mais de um ovo por dia e o risco de desenvolver doença coronariana ou AVC.

Deve-se ressaltar, no entanto, que na análise de subgrupos , os diabéticos  que consumiam mais ovos, quando comparados com os que consumiam menos ovos, demonstraram um risco aumentado de doença coronariana (1,5 vezes mais).

Estes resultados podem ser decorrentes da capacidade do ovo em aumentar a concentração do “colesterol bom” (HDL) que é um importante fator de proteção cardiovascular.

Estes dados são importantes, pois o ovo é barato, e pode ser importante fonte de alimento para pacientes de baixa renda.

Apesar da nossa cultura médica ser muito influenciada pelos Americanos, atualmente, várias diretrizes de recomendação de dieta saudável  em vários países como Nepal, Tailândia, e África do Sul recomendam o consumo de ovo diariamente ou regularmente.

Posted on 2 março '13 by Dr. Ricardo, under Bem-estar, Cardiologia. 103 Comments.

Qual a dose certa de corrida para o cardiopata?

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Muitos pacientes me perguntam sobre qual atividade física é melhor para o coração.

A impressão da maioria das pessoas é de que a corrida ou caminhada é o melhor exercício físico para o coração. Mas quanto? Por quanto tempo? Qual distância? Quantas vezes por semana?

O fator que mais impacta sobre o coração é, sem dúvida, a REGULARIDADE da atividade física. Já publiquei em post anterior sobre os perigos do “Atleta de final de semana” que expõe o seu coração à uma atividade física à qual não está habituado, e por isso, pode provocar infartos ou morte súbita.

Um estudo publicado em junho deste ano na Revista Americana de Medicina Esportiva avaliou 52.000 pessoas sem doenças prévias (hipertensão, diabetes, ou outra) que praticavam atividade física regularmente.

Como era de se esperar, a atividade física regular reduziu a mortalidade em 19% (!!) quando comparado à pessoas que não praticavam atividade física.

Uma característica muito interessante é que a velocidade e a distância da corrida influenciaram na mortalidade:

Quem corria de 9 a 11km/h reduziu a mortalidade em 27%, enquanto quem corria a mais de 13km/h reduziu a mortalidade em apenas 7%.

E quem corria entre 16 e 24km por semana reduziu a mortalidade em 27%, enquanto quem corria 32km reduzia 10%, e quem corria 40km reduziu apenas 5% da mortalidade.

E tem mais, quem corria de 2-5 vezes por semana teve mais benefício do que quem corria 6-7 vezes.

Por isso, a idéia de que atividade física “quanto mais melhor” é errada!! Portanto, se vc quiser fazer atividade física para beneficiar o coração pratique caminhadas (ou corridas) com moderação!

Posted on 28 julho '12 by Dr. Ricardo, under Bem-estar, Cardiologia, Telemedicina. 134 Comments.

Quando liberar o paciente cardiopata para relação sexual?

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No final do mês de janeiro/2012 foi publicado pela AHA (American Heart Association) a diretriz sobre atividade sexual em pacientes cardiopatas.

Esta dúvida é muito frequente no consultório médico. O assunto ainda é “tabu”, e os pacientes não se sentem à vontade para perguntar ao médico. Por isso resolvi postar um resumo das novas diretrizes americanas sobre o assunto. Para facilitar, vou dividir os pacientes em grupos:

1) PACIENTES COM DOENÇA CORONARIANA CRÔNICA (aqueles que já fizeram angioplastia ou cirurgia cardíaca, ou apresentaram infarto há, pelo menos, 6 meses):

- Se forem assintomáticos aos esforços, ou seja, se não sentem nada durante uma atividade física como correr ou subir escadas, podem ser LIBERADOS para atividade sexual;

- Se o cardiologista tiver dúvida sobre a capacidade física do paciente, deve-se solicitar o TESTE ERGOMÉTRICO (teste de esteira). Se o paciente atingir mais do que 5 METs (cerca de 5 minutos) e não houver alterações no teste, podem ser LIBERADOS para atividade sexual;

- Remédios para disfunção erétil (“impotência sexual”) como o VIAGRA p. ex. são bem tolerados pelos pacientes, desde que os mesmo não façam uso de NITRATOS (p.ex. Sustrate, Monocordil, Isordil, etc).

2) PACIENTES APÓS INFARTO:

- Estes pacientes podem ser LIBERADOS para atividade sexual após 1 semana da alta hospitalar, desde que estejam assintomáticos e consigam completar atividades de esforço moderado (subir escadas p. ex.) sem sentir nada.

3) PACIENTES APÓS ANGIOPLASTIA:

- Se não há nenhuma outra obstrução a ser tratada, ou seja, foi implantado stent em TODOS os locais onde haviam obstruções graves, podem ser LIBERADOS para atividade sexual dentro de 3-5 dias após a alta hospitalar;

- Se ainda há obstruções a serem tratadas em um segundo momento, deve-se esperar a realização deste procedimento, ou se não, realizar teste ergométrico, e dependendo do resultado liberar o paciente para atividade sexual.

4) PACIENTES APÓS CIRURGIA CARDÍACA (CIRURGIA DE “PONTE DE SAFENA”):

- Se foram colocadas pontes de safena em todos os vasos (que é a situação mais comum), deve-se LIBERAR o paciente para atividade sexual após 6 a 8 semanas da alta hospitalar (prazo para completar a cicatrização total do esterno – osso no tórax).

- Se não foram colocadas pontes de safena em todos os vasos, deve-se realizar TESTE ERGOMÉTRICO ou CINTILOGRAFIA MIOCÁRDICA antes de liberar o paciente.

Posted on 24 março '12 by Dr. Ricardo, under Cardiologia. 112 Comments.

Cerveja faz bem ao coração

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Como continuação do post anterior, estou publicando mais uma “desmistificação” dentro da cardiologia:

A cerveja, assim como o vinho, faz bem ao coração!!

Estudo publicado por cientistas italianos demonstrou que a ingestão moderada de cerveja está associada à diminuição do risco de doenças cardíacas.

O estudo avaliou 200.000 pessoas e confirmou que o consumo moderado (2 copos por dia para homens e 1 copo por dia para mulheres) pode reduzir em até 31% a incidência de doenças cardíacas.

O fato novo revelado por este estudo é: o benefício aumenta conforme aumenta a quantidade de cerveja ingerida, sendo que o benefício máximo se dá com a ingestão de 1 litro de cerveja contendo 5% de álcool. O consumo além desta quantidade se mostrou maléfico.

Outro dado interessante é que o estudo comparou a ingestão de cerveja VS ingestão de vinho, e o benefício foi exatamente o mesmo, desde que a quantidade de álcool ingerida fosse a mesma (vejam bem: a quantidade de ÁLCOOL é diferente da quantidade de bebida ingerida).

Os pesquisadores enfatizam que o consumo excessivo de bebida alcoólica é  maléfico e não deve ser encorajado de forma alguma.

Posted on 11 janeiro '12 by Dr. Ricardo, under Cardiologia. 145 Comments.

Vareniclina aumenta risco cardiovascular

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O famoso medicamento Vareniclina (comercializado no Brasil pela Pfizer com o nome de Champix) indicado para auxiliar na cessação do hábito de fumar teve sua bula atualizada pelo FDA Americano (Food and Drugs Administration – órgão que controla e fiscaliza o uso de medicações nos EUA), pois uma série de estudos que acompanharam pacientes que utilizaram esta medicação evidenciou um pequeno aumento do risco cardiovascular.

Ou seja, apesar de ser extremamente benéfico no tratamento de quem deseja parar de fumar, e assim, diminuir os efeitos do cigarro sobre o coração, o seu uso pode estar relacionado com um pequeno (porém consistente) aumento da chance de infarto ou internações por problemas cardíacos.

A atualização da bula pelo FDA também frisa que o paciente deve iniciar a Vareniclina 7 dias antes de parar de fumar e que a interrupção do tabagismo deve ser realizado do 8o ao 35o dia de tratamento.

Posted on 28 novembro '11 by Dr. Ricardo, under Cardiologia. 111 Comments.